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Economia

10/01/2018 ás 11h20

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Edson Barros

Luzilândia / PI

Gasolina teve 115 reajustes de julho a dezembro, e preço subiu 25%
Na gasolina, a alíquota passou de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 por litro.
Gasolina teve 115 reajustes de julho a dezembro, e preço subiu 25%
Gasolina acumula alta de 25,49%

O Brasil fechou 2017 com a menor inflação em duas décadas: 2,95%, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira. Um dado impressionante é que foram concedidos 115 reajustes nos preços da gasolina, acumulando um total de 25,49% de aumento, de 3 de julho até 28 de dezembro (fim da coleta do IPCA de dezembro).


Desde julho do ano passado, a petroleira optou por realizar ajustes mais freqüentes nos preços da gasolina, para acompanhar a variação do preço do petróleo no mercado externo. Também em julho, o governo anunciou o reajuste na alíquota de PIS/COFINS dos combustíveis. Na gasolina, a alíquota passou de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 por litro.


Alimentos


Após alta de 8,62% em 2016, os preços de alimentos tiveram deflação de 1,87% no ano passado, o que foi fundamental para que a inflação ficasse abaixo dos 3%. É a primeira vez que o índice anual registra deflação de alimentos desde a implantação do Plano Real. Os preços de alimentos para consumo em casa caíram 4,85%, enquanto a alimentação consumida fora de casa avançou 3,83%.


O IBGE destacou o efeito da chamada safra recorde sobre os preços. Em 2017, a produção agrícola cresceu cerca de 30%. Com maior oferta dos produtos, os preços despencaram. O grupo responde por aproximadamente 25% do orçamento das famílias brasileiras.


 


Na prática, os alimentos reverteram às altas de preços de 2016. O feijão carioca, por exemplo, que havia ficado 46,39% naquele ano, recuou 46,06% em 2017. Já o açúcar cristal, que tinha subido 25,3%, registrou deflação de 22,32%. Nem todos os produtos eliminaram completamente o avanço de preços de dois anos atrás. O feijão-preto, por exemplo, o mais consumido no Rio, havia subido 78,05% em 2016, e caiu 36,09% em 2017. Essa diferença pode fazer o carioca ainda sentir no bolso o peso do produto na hora de fazer as compras.

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