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11/11/2018 ás 09h36

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Brasília / DF

A hilária passagem do cometa que assustou e aterrorizou em Luzilândia
Por Emerson Meneses Pires de Moura
A hilária passagem do cometa que assustou e aterrorizou em Luzilândia
Foto Ilustrativa

Na década de sessenta, os cidadãos da pacata cidade de Luzilândia que dormiam muito cedo por, naquela época, os motores geradores de energia elétrica da CERNE(Companhia de Eletrificação Rural do Nordeste), órgão da SUDENE - serem rotineiramente ligados às 18:00 horas e desligados às 23:00, à partir deste horário o profundo silêncio dominante só era quebrado pelo badalar do grande sino do relógio da Igreja Matriz de Santa Luzia, de meia em meia hora, ou pelo cantar dos galos nos quintais de residências durante as madrugadas.


 Como não era comum o uso de relógio-despertador, e por só existir uma linha diária de ônibus, cujo destino era sempre Teresina, saindo da agência do seu Luiz José da Silva, localizada na Rua Grande, às 04:30 horas da madrugada, alguns senhores que acordavam no meio da noite com o fito de despertar àqueles que iriam viajar,  e transportarem suas bagagens, recebendo em troca algum dinheiro, que muito ajudaria no ganha-pão de cada dia.


Ocorre que, esses mesmos senhores trabalhadores madrugais, num certa alvorecer do mês de outubro de 1965 foram surpreendidos com a aparição de estranha imagem luminosa ao leste, na abóbada celeste, que muito lembrava uma palha de palmeira.


 Logo imaginaram tratar-se de um sinal do fim dos tempos e amedrontados, sem demora, chamaram seus familiares para presenciarem aquele estranho fenômeno.


Depois passaram a contar para uns e outros o que tinham visto. A notícia logo foi se espalhando pela pacata cidade, que parecia muito confusa com toda aquela notícia.


Pessoas de compreensão mais simples, entre lágrimas e pavor, iam repassando a informação com as mais variadas versões. “O mundo vai se acabar. Está aparecendo um sinal no céu, um caixão de defunto no céu com umas letras dizendo que é o fim do mundo...”.


 Curiosa e assustada, a noite a cidade quase que por inteira não conseguia dormir, e de madrugada muitos se levantaram para olhar para o leste e ver aquele fenômeno intrigante e aterrorizante.


Muito assombrados, alguns nem esperaram o dia amanhecer direito e procuraram a igreja católica para rezar na missa matutina das 06 horas e até pediram a confissão de seus pecados ao Padre Jonas, sendo que, houve quem pedisse perdão ao marido pelas traições e medo do inferno.


 Mas que nada...  O fenômeno era na verdade um belíssimo e maravilhoso espetáculo da natureza com a aparição do cometa Ikeya-Seki que “apareceu do nada” e pujantemente, brilhava visível a olho nu ocupando grande espaço na abóbada celeste.


Foi então que várias das pessoas mais esclarecidas começaram a apascentar dizendo que na verdade aquilo se tratava  de um cometa que estava aparecendo a partir das quatro horas da madrugada.


Sem poder afirmar o período da aparição, estimo que tal fenômeno teve durante cerca de vinte dias, ou mais.


 Estando as pessoas já acostumadas muitos continuaram a levantar-se para vê-lo, pela beleza rara incomum de imagem, cujos últimos dias já era possível ser visto até mesmo ao amanhecer, próximo das seis horas, quando o sol já começava a clarear bastante, mas ainda não o suficiente para fazê-lo ficar invisível.


A aparição do cometa Ikeya-Seki em outubro de 1965 foi marcante porque, até mesmo para os astrônomos, as expectativas de aparição desses astros às vezes são decepcionantes.


O cometa Ikeya-Seki, formalmente designado por C / 1965 S1, 1965 VIII e 1965f, foi um cometa de longo período descoberto independentemente por Kaoru Ikeya e Tsutomu Seki.


Vê-se claramente pela fotografia, a cauda de poeira que se apresenta encurvada na sua extremidade, delineando a trajetória no espaço do cometa.


Este cometa passou a escassos 450 000 km do Sol (pouco mais do que a distância Terra-Lua!), uma distância à qual a maioria dos cometas conhecidos não poderia sobreviver dada a intensidade da radiação solar.

FONTE: Emerson Moura exclusivamente para o Portal LN

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