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As Apimentadas do Dia
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BRASIL
A República dos “cagões”
“É, Michel que é um cagão”.
Edson Barros Luzilândia - PI
Postada em 31/05/2017 ás 18h59 - atualizada em 01/06/2017 ás 05h26

“É, Michel que é um cagão”.


Foi o que disse Aécio Neves no áudio gravado por Joesley Batista, da JBS.


A gíria “cagão” tem dois significados: covarde ou sortudo.


Aécio se referia à covardia de Michel Temer por não aproveitar a crise gerada pela Operação Carne Fraca para “tirar esse cara” da Polícia Federal.


Tudo indica que “esse cara” seja o chefe da PF, Leandro Daiello. Aécio e Joesley concordam que, “se perder essa chance”, “não vai ter outra”.


“Nós nunca tivemos uma chance onde a PF ficou por baixo”, diz Joesley.


“E vai ter quem vai falar: ‘ah, foi por causa da Lava Jato’. ‘Não, é por causa da Carne Fraca’”, ensaia Aécio, como se ensinasse Temer a fazer-se de sonso diante da reação dos brasileiros à interferência política nas investigações.


Aécio também reclama na gravação do então ministro da Justiça, Osmar Serraglio, por não interferir na distribuição de inquéritos para delegados, dando como exemplos o dele e o de Moreira Franco.


Dez dias após a revelação do áudio, o “cagão” Temer trocou Serraglio por Torquato Jardim, que ficou de “avaliar” a troca de comando, também, na PF.


Eu mostrei e comentei essas manobras no vídeo de terça-feira (30) “Quem deve teme Moro”, que pode ser visto no Youtube de O Antagonista.


Nesta quinta (31), dois dias depois de Renan Calheiros deixar de lado as críticas ao governo e elogiar a escolha de Torquato Jardim para a Justiça, o Estadão informou que Aécio “tem telefonado para colegas do PSDB para dizer que sabe muito bem como as campanhas do partido foram feitas” e pressionar “para a sigla não romper com o presidente Michel Temer”.


A tática do eu-sei-o-que-vocês-fizeram-nas-campanhas-passadas soa como uma ameaça de eventual delação. Aécio e Renan ficaram tão esperançosos com o novo Jardim de Temer que estão fazendo de tudo para mantê-lo regado.


Um dos problemas para Aécio é Geraldo Alckmin, que articula o desembarque tucano, de olho na campanha presidencial de 2018.


Segundo o mesmo jornal, “o diretório estadual do PSDB de São Paulo marcou para a próxima segunda-feira uma reunião ampliada que deve terminar com um pedido para que o partido deixe os cargos no governo”. “O deputado estadual Pedro Tobias e outros dirigentes defendem a expulsão de Aécio Neves”.


Um dos “problemas” para Alckmin é o prefeito João Doria Jr. ter o dobro de sua intenção de votos segundo o instituto Paraná Pesquisas: 13,4% contra 6,4%.


Já Lula tem quase o dobro de rejeição do que teria de votos (46,5% contra 25,8%), o que torna sua candidatura frágil em segundo turno. Sem ele, o primeiro lugar disparado fica com o deputado Jair Bolsonaro, que chega aos 17% e sai “vitaminado em todos os cenários” após a delação da JBS.


Se o investigado Temer será sortudo a ponto de arrastar até o fim seu governo reprovado por 84% dos entrevistados, só o TSE e o STF poderão dizer.


Mas, neste sentido, Bolsonaro “que é um cagão”. Não tendo roubado, deu a sorte de concorrer com políticos e/ou partidos soterrados na lama.

FONTE: felipemb@oantagonista.com
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