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POLÍTICA
Partidos devem ser alvos de novas ações do Ministério Público Federal
PP já responde ação de improbidade; PT e PMDB devem ser acionados em poucos meses
Edson Barros Luzilândia - PI
Postada em 19/06/2017 ás 06h39 - atualizada em 19/06/2017 ás 07h18
Partidos devem ser alvos de novas ações do Ministério Público Federal

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI): – Ailton de Freitas / Ailton de Freitas/6-5-2016

Além de terem os seus caciques e parlamentares investigados na esfera criminal, os próprios partidos políticos devem ser alvos de ações na área cível com pedido de devolução de recursos desviados do esquema de corrupção na Petrobras.


O PP foi a primeira das legendas a ser acusada pelo Ministério Público Federal de improbidade administrativa. Os procuradores trabalham, no momento, em outras ações semelhantes e a expectativa é que o PT e o PMDB também sejam acionados nos próximos meses.


O objetivo dessas ações é ressarcir os cofres públicos de quantias recebidas indevidamente, por meio de doações legais ou caixa 2, de empreiteiras beneficiadas em contratos com a Petrobras.


ESQUEMA NA PETROBRAS


PT e PMDB são citados constantemente pelos procuradores, juntamente com o PP, como beneficiárias de financiamento ilegal de campanhas pelo apadrinhamento de dirigentes da estatal que permitiram superfaturamento de contratos.


Na ação contra o PP, os procuradores dizem que o partido foi beneficiado, entre 2004 e 2014, com propinas de R$ 296 milhões, valor bem superior aos R$ 179 milhões recebidos no mesmo período do Fundo Partidário. A quantia extra teria, na visão do Ministério Público Federal, permitido que a sigla levasse vantagem na disputa com rivais em eleições.


Por isso, na ação foi pedido que o partido fosse condenado a devolver R$ 460 milhões (os R$ 296 milhões com multa e correção). Mas, em abril, o juiz Friedmann Wendpap, da 1ª Vara Federal de Curitiba, entendeu que só existem provas de que o partido recebeu R$ 2,4 milhões em doações eleitorais de empresas que participavam de esquema de corrupção da Petrobras. A esse valor foi acrescentada multa, o que fez com R$ 9,8 milhões da legenda fossem bloqueados. Além do próprio partido, a ação também tem como alvo dez políticos da legenda..


O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), foi procurado para falar sobre a ação de improbidade administrativa contra o partido, mas não respondeu. Em março deste ano, quando Ministério Público Federal apresentou a ação, a legenda disse que todas as doações que recebeu foram legais e devidamente declaradas à Justiça Eleitoral.

FONTE: O Globo/SÉRGIO ROXO
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